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IA no Judiciário: O Caso do Juiz britânico e ChatGPT

Atualizado: 22 de set. de 2023


Em uma era caracterizada pela rápida evolução da tecnologia, a integração da inteligência artificial (IA) no setor jurídico é mais uma prova do potencial transformador que estas ferramentas trazem para diferentes áreas de atuação.

Recentemente, o mundo jurídico foi tomado de surpresa quando Lord Justice Birss, renomado juiz britânico especializado em direito de propriedade intelectual, admitiu ter utilizado o ChatGPT para auxiliá-lo na redação de uma decisão judicial.

A utilização de ferramentas de IA não é, por si só, uma novidade no setor jurídico. Porém, a admissão pública de um magistrado de tal estatura certamente acende debates sobre os limites e potenciais desta tecnologia na prática jurídica.

O Contexto da Utilização
O juiz Birss, familiarizado com a área de direito sob discussão, recorreu ao ChatGPT buscando um resumo conciso. Fica claro, por sua explicação, que a ferramenta foi usada como auxílio e não como fonte primária de informação.

Birss, ao incorporar o resumo gerado pela IA, também assumiu a total responsabilidade pelo conteúdo da sua decisão, evidenciando a importância de discernimento humano ao utilizar estas ferramentas.

Os Benefícios e Desafios da IA na Advocacia
A capacidade de processar informações de forma rápida e eficiente torna a IA uma aliada valiosa para os profissionais do direito.

Seja na análise de vastos volumes de dados, na predição de desfechos judiciais ou até mesmo na redação de documentos, a IA pode trazer eficiência e precisão ao trabalho jurídico.

No entanto, a utilização dessas ferramentas também traz desafios. Como mencionado por Birss, é fundamental que profissionais não se baseiem em ferramentas de IA quando estiverem abordando temas sobre os quais têm pouco ou nenhum conhecimento.

Afinal, a IA, por mais avançada que seja, ainda é uma ferramenta programada por humanos e pode, ocasionalmente, cometer erros ou não ser completamente acurada.

Conclusão
O caso de Lord Justice Birss serve como um marco e um lembrete. Marca a crescente aceitação da IA no setor jurídico, mostrando que até os mais altos escalões do judiciário estão abertos à inovação. Serve também como lembrete de que, por mais avançadas que sejam nossas ferramentas, a expertise e julgamento humano ainda são insubstituíveis.

Em um mundo cada vez mais digital, é imperativo que profissionais do direito, particularmente aqueles envolvidos com direito digital e tecnologia, estejam cientes das possibilidades e limitações que a IA oferece.

Deste modo, é evidente que a IA veio para ficar na advocacia, mas seu uso deve ser ponderado e estratégico, sempre alinhado com a ética e responsabilidade que o exercício da profissão exige. E, certamente, para profissionais inovadores e empreendedores do direito, as possibilidades são vastas e excitantes.

E você, leitor, já utiliza a IA na sua atividade profissional?

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